Enxaqueca e menopausa: o que acontece nessa fase da vida?
Postado em: 03/09/2025
A relação entre enxaqueca e hormônios
A enxaqueca sempre foi sensível às oscilações hormonais. Muitas mulheres percebem crises piores perto da menstruação, por exemplo. No climatério, essa relação fica ainda mais evidente. Mas a boa notícia é que a maioria das mulheres melhoram da enxaqueca na menopausa.
Perimenopausa: fase de transição
Na perimenopausa, ou climáterio, quando o ciclo menstrual começa a se tornar irregular, os hormônios oscilam de forma imprevisível. É nesse momento que muitas mulheres notam piora das crises de enxaqueca.
Além da dor, outros sintomas típicos desse período — como ondas de calor, alterações do sono, ansiedade e irritabilidade — podem aumentar ainda mais a frequência e a intensidade das crises.
Menopausa estabelecida: uma nova fase
Quando a menopausa se instala definitivamente, os hormônios deixam de oscilar. Para muitas mulheres, isso traz alívio: as crises ficam menos frequentes e menos intensas.
Mas essa melhora não acontece com todas. Algumas continuam tendo enxaqueca mesmo depois que os hormônios se estabilizam.
O que pode ajudar
A boa notícia é que existem estratégias para controlar a enxaqueca em qualquer fase:
- Ajuste do tratamento específico para a dor;
- Sono regular e de qualidade;
- Prática de atividade física;
- Alimentação equilibrada;
- Técnicas de manejo do estresse.
Em alguns casos, pode-se discutir também a reposição hormonal. Essa decisão deve ser feita em seguimento conjunto com Neurologista e Ginecologista, avaliando riscos e benefícios de forma individualizada.
Em resumo
Cada mulher vive a enxaqueca na menopausa de um jeito. O importante é lembrar que a dor pode — e deve — ser tratada. Com acompanhamento adequado, é possível atravessar essa fase da vida com mais bem-estar e qualidade de vida.
Dra. Tamara Pereira – Neurologista
CRM-SP: 183.780 | RQE: 91.010 / área de atuação 910101 – Dor
